GB Trem, Rei Bxd, Js da Torre e Lyhen, grandes nomes da nova safra do real trap carioca, integrantes da gravadora Baixada e Pavuna lançaram o single “Despedida“, com videoclipe.
Apostando em um viés bastante melódico, os artistas tratam sobre a criminalidade e o fato da mulher/namorada deles visitarem ou não caso tudo derem errado e acabarem indo para trás das grades, algo interessante para se tratar na música, mostrando caminhos a se escolher, assim como quem nos envolvemos.
O videoclipe veio simples e eficaz, colocando cada rapper rimando suas barras em cenários internos com a presença pontuais de algumas modelos dando uma “quebra”.
Os artistas baianos Alee e Klisman apresentaram no dia 24 de fevereiro o álbum colaborativo “Para: Todas que Fingi Amar”, um projeto com 14 faixas inéditas que mistura elementos do trap soul para dar forma às suas experiências e reflexões. Segundo eles, trata-se de um trabalho voltado para explorar diferentes nuances dos relacionamentos.
Cada música vem acompanhada de produções audiovisuais gravadas na favela da Rocinha, que ampliam e complementam as narrativas construídas pelos artistas, reforçando a proposta de unir som e imagem em um retrato autêntico de suas vivências.
Na última terça-feira (3), foi lançado o Tiny Desk Brasil especial de Duquesa, que rapidamente conquistou grande repercussão. Em pouco mais de 13 horas, o programa já somava mais de 160 mil visualizações e figurava entre os temas mais comentados nas redes sociais.
A rapper baiana apresentou uma performance intensa em um formato que exige dos artistas cantar sem retorno e sem correções vocais, acompanhados apenas por banda ao vivo. Pela primeira vez na versão brasileira, o grupo foi formado exclusivamente por mulheres negras, que reforçaram a identidade da apresentação com broches dos Panteras Negras.
O projeto marcou o início das celebrações do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. Além de Duquesa nos vocais, participaram Edyelle Brandão e Colen (backing vocals), Érica Silva (baixo), Alana Ananias (bateria), Mari Lima (guitarra), Nicollys (trompete), Tami Silveira (teclado e piano) e DJ Midi (pick-ups).
O repertório incluiu músicas como “Turma da Duq”, “Fuso”, “Dois Mundos”, “Big D!!!!! Pt. 2”, “Voo 1360” e “Purple Rain”. Sobre o convite, Duquesa declarou: “Estava sentindo falta de um desafio novo. Já fiz todos os festivais do Brasil. Precisava de um frio na barriga. Aí pensei: ‘Caramba, é isso!’ É banda, é instrumento novo, é pegar uma composição antiga e reinventar o que a gente já faz.”
Esse episódio não apenas reafirma a força artística de Duquesa, mas também simboliza um momento de representatividade e celebração da cultura negra dentro da música brasileira.
Teto e WIU dão o pontapé inicial em seu projeto colaborativo com o lançamento de “ISSO AQUI É BRASIL”, que chega às plataformas nesta segunda-feira (19), às 21h. O single brinca com referências à cultura brasileira e evidencia a liberdade criativa da dupla, que explora no novo single diferentes ritmos e rimas.
“Essa faixa chega para dar um gostinho do que a gente está preparando. Esse som nasce da nossa vontade de fazer algo diferente, estamos explorando cada vez mais a nossa liberdade artística. Agora unidos ao propósito deste lançamento abrir espaço para novas combinações, estéticas e possibilidades”, compartilha Teto
“Por do Sol com Coco e Caipirinha, / Deixa eu te mostrar um pouco do meu País”, sintetiza o espírito do single, que surge como uma homenagem ao Brasil. A faixa convida o público a conhecer o país sob a ótica dos rappers, conduzindo o ouvinte por um universo criativo e experimental.
“Queremos que a galera sinta a vibração que existe por trás da música e reconheça ali as referências da cultura de rua brasileira. Esse som é sobre liberdade, sobre misturar estéticas, ritmos e vivências de forma verdadeira, sem amarras”, afirma WIU.
Sonoramente, a canção revela algumas experimentações feitas por WIU e Teto, que misturam referências do rap, funk e eletrônica. A faixa ainda recebe a colaboração do DEEKAPZ, grande representante da cena da música eletrônica underground, que já colaborou com artistas como BK, Criollo e Pabllo Vittar, que assinam a produção.
Nos últimos dias, o rapper Nog, ex-integrante do grupo Costa Gold ao lado de Predella e DJ Cidy, lançou seu segundo álbum solo, intitulado “Quando os Caminhos Se Confundem”. O projeto marca uma nova fase do artista, com uma abordagem mais séria e introspectiva, embora ainda preserve momentos de leveza e humor — elementos que sempre fizeram parte de sua identidade musical.
Com 10 faixas e cerca de 32 minutos de duração, o álbum é uma verdadeira aula de técnica: letras bem construídas, rimas afiadas, domínio de flow e métrica. A sonoridade predominante é o boombap, e os temas explorados vão de superação e crítica social até reflexões sobre amor. Mais uma vez, Nog se firma como um dos grandes nomes da cena.
O disco conta com participações de Djonga, Franco, The Sir!, Dudu, Self Provoked, Zeballos e Salvador da Rima. Os instrumentais foram produzidos por The Guedx, Paiva, SENS1 e Pedro Brando, reforçando a qualidade e diversidade sonora do projeto.
A rapper mineira Clara Lima acaba de lançar o videoclipe de “Bom Dia”, faixa que abre seu novo álbum “As Ruas Sabem”. Gravado nas quebradas da zona oeste de São Paulo, onde a artista vive atualmente, o vídeo conta com a presença de artistas independentes da região, como L e FreezeBoy, e mergulha nas realidades e desafios do cotidiano periférico.
“Bom Dia” foi escolhida para iniciar o disco por sua lírica direta e combativa, que dialoga com quem acorda cedo e enfrenta a rotina dura da rua. Segundo Clara, a faixa representa a transformação da revolta em resiliência, com consciência de quem são os verdadeiros inimigos e a força de quem segue no corre com posicionamento.
Esse é o segundo clipe do álbum — o primeiro foi “Tabuleiro” — e reforça a proposta de Clara de reconectar-se com suas raízes e com o boom bap, estilo que marca o disco. Com mais de 10 anos de caminhada, iniciada nas batalhas do Duelo de MCs em Belo Horizonte e fortalecida no coletivo DV Tribo, Clara chega ao seu sétimo projeto, trazendo uma narrativa de retorno, amadurecimento e afirmação.
“As Ruas Sabem” é um manifesto sonoro dedicado à cultura hip-hop e às vozes que resistem. Com produção de nomes como Madre Beats, Marabá, Teagá, Coyote Beats, DJ Cost, Pizzol, Sartor, Gio Prod, Carla Arakaki e Beat do MK, o álbum reúne 12 faixas conectadas, com participações de Vietnã, Dalsin, Sant, Smile, James Ventura, Mac Júlia e o ativista Galo de Luta, que aparece em um interlúdio potente.
A estética visual do projeto também ocupa as ruas: com intervenções urbanas, pixos e murais, a divulgação se espalhou por São Paulo e foi registrada nos perfis da artista (@claralimamc) e do álbum (@asruassabem). A arte foi idealizada por Carla Arakaki, que também assina a foto do pixo feito por Tex na Vila Borges. A contracapa é da fotógrafa Beatriz Galvão, com um registro de crianças que acompanham Clara em seus rolês pela quebrada.
O show de lançamento aconteceu em 25 de julho, no palco onde tudo começou: o Duelo de MCs, em BH. Uma noite de reencontro, emoção e reafirmação da força das ruas — que, como Clara diz, sempre souberam. E ela também.
O artista Aklipe44 acaba de lançar sua nova mixtape “Antes de Tudo Mudar”, reforçando sua presença como um dos nomes mais criativos e consistentes da cena. Com 10 faixas inéditas, o projeto sucede os elogiados volumes 1 e 2 de “De Onde Os Gigantes Vêm?”, e inaugura uma nova etapa em sua sonoridade e narrativa.
A mixtape conta com participações de Yung Bitetti, Franco, The Sir! e Myke1st, e aposta em beats que exploram texturas densas, melodias introspectivas e uma estética mais experimental. Aklipe mantém sua identidade com rimas afiadas e vocais marcantes, mas agora mergulha em reflexões sobre mudança, amadurecimento e visão de futuro — como o próprio título já indica.
Reconhecido pela frequência nos lançamentos e pela autenticidade de sua estética, Aklipe mostra que está em constante evolução. “Antes de Tudo Mudar” é mais do que uma mixtape — é um retrato de transição, um manifesto sobre quem ele foi e quem está se tornando.
No dia 22 de outubro, o mineiro Sidoka, um dos nomes mais respeitados do trap nacional, apresentou seu novo single “QM ME PROTEGE TÁ SEM DORMIR”, acompanhado de um videoclipe marcado por efeitos visuais intensos e estética digital.
A faixa mantém a essência do artista: mumble trap com toque experimental, onde os flows brincam com ritmo e timbre, e a voz se transforma em instrumento. A letra mistura espiritualidade, superação e confiança, com aquele toque irônico e estilizado que é marca registrada do trap. Sidoka fala sobre seguir firme mesmo diante da incerteza — porque quem protege, vigia.
O clipe, dirigido por Dokasi Jr., costura cenas urbanas, momentos íntimos e registros de palco com uma estética futurista: VFX marcantes, cores vibrantes e texturas digitais criam uma viagem visual que acompanha a energia introspectiva da música.
Com esse lançamento, Sidoka reafirma sua posição como um dos artistas mais inventivos da cena, sempre em busca de novas formas de expressão sem abrir mão da própria identidade. “QM ME PROTEGE TÁ SEM DORMIR” é mais uma peça no mosaico sonoro que ele vem construindo — e que segue surpreendendo.
No dia 22 de outubro, o rapper baiano Jovem Dex lançou o single “Safe”, que chegou com força total: mais de 100 mil reproduções nas primeiras 24 horas no Spotify, marcando a melhor estreia de sua carreira até agora. O lançamento sinaliza o começo de uma nova etapa, agora sob uma gravadora ainda não revelada oficialmente, mas já ativa nos bastidores.
O novo CEO da equipe, Pedro Siqueira, comentou nas redes que Dex costumava estrear com cerca de 50 mil plays. “Estreamos com 100K. Apenas o início da gestão, o melhor está por vir”, escreveu ele no X (Twitter), indicando que o plano é ampliar ainda mais o alcance do artista.
Antes da estreia, Dex aqueceu o público com prévias na Rádio 075 e divulgou um trecho inédito nas redes sociais, aumentando a expectativa para o clipe, que deve ser lançado em breve. A faixa traz uma sonoridade introspectiva e letras que falam sobre superação, fé e recomeço — temas que ganham ainda mais profundidade após o artista revelar que enfrentou conflitos emocionais e problemas com sua antiga gravadora.
Após vencer uma ação judicial e conquistar sua liberdade criativa, Dex celebrou o novo momento: “Hoje eu não tô mais sozinho. E isso muda tudo”, escreveu. Agora, com uma equipe focada em gestão, marketing e direção artística, o rapper retorna com força total e já tem mais de oito shows confirmados.
“Safe” não é apenas um lançamento — é um ponto de virada na trajetória de Jovem Dex, que se consolida como um dos nomes mais relevantes do trap nacional.
Referência no grime e drill brasileiro, a rapper N.I.N.A acaba de lançar o EP “O Jogo Virou”, projeto que conecta sua paixão pelo futebol à sua trajetória na música. Com cinco faixas produzidas por Terra, o trabalho traz colaborações de peso com Boombeat, FBC e Rincon Sapiência, e aposta numa sonoridade ousada — pensada para soar como canto de torcida: vibrante, empoderado e cheio de brasilidade.
Torcedora do Flamengo e voz ativa na luta por representatividade, N.I.N.A transforma o campo em espaço de expressão. O EP nasceu em meio a um momento pessoal delicado, quando o futebol serviu como força para ela se reconectar com sua arte. “Foi o Flamengo e a arquibancada que me lembraram quem eu sou”, compartilha.
Com rimas afiadas, estética de estádio e beats pulsantes, “O Jogo Virou” vai além da música — é resistência, afirmação feminina e identidade em movimento, dentro e fora das quatro linhas.